quinta-feira, 17 de março de 2011

Fôlego



Queria gritar! Até expulsar dos meus pulmões e corpo tudo que me assombra.

Tudo que me perturba,

Tudo que vem pra me agitar.

Queria gritar bem alto á ponto do que me incomoda se assustar.

Soltar meus medos, mandar embora meus receios, minha vontade de ousar

Desencanar dos meios e de toda e qualquer forma de vicio

Deixar o corpo, hoje em estado de perigo aclamar por abrigo.

Queria gritar e que a única voz que atormenta meu peito pudesse ouvir

O meu pedido de socorro.

Queria gritar, até me faltar ar

Mas o pulmão que um dia foi meu fôlego

Hj não mais me sustenta...



4 comentários:

  1. "Queria gritar bem alto á ponto do que me incomoda se assustar. Soltar meus medos, mandar embora meus receios, minha vontade de ousar." Linda Poesia Mel, parabéns!

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  2. "Quem não se arrisca não pode berrar" - Torquato Neto.

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  3. Mel não basta escrever e ser poético, precisa ter sentimentos. Só tenho certeza de uma coisa. A identificação que todos tem com suas poesias é a verdadeira mágica que sai de dentro do seu coração!
    Simplismente fantástico!!!

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  4. O KrlinhosKin lavrou tudo!
    Magnífico o teu post!
    Agora, me dê licença... Vou ver se ainda tenho Fôlego para um último suspiro

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