segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Lágrima Kaiowá



Enquanto uns assinam contratos milionários,
Outros assistem assassinatos em série.
Enquanto uns enriquecem encima do trabalho alheio,
Outros, desfalecidos, sessam suas atividades em meio aos canaviais.

Enquanto a indiferença reina,
 onde o cifrão fala mais alto que o barulho da fome,
Onde uns lutam por terras enquanto outros constroem
Onde uns conservam e outros destroem,
Haverá Guerra.

Guarani chora, perdeu-se mais um Kaiowá
Homem ignora, um a menos pra se preocupar
O povo sente a perda, mais uma raiz da sua história cortada
O índio novamente sofre e presencia  sua cultura ser sepultada.

Um comentário:

  1. Foda uma poesia como essa precisar ser escrita...Mas infelizmente precisa, parabéns Mel! Como diz uma poesia do Binho, tudo isso aqui era terra indígena... Era e é!

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