quarta-feira, 27 de abril de 2011

MiniContos


Acontece:
Ele sofreu pela partida
Ela sofreu por sua ida
Ele ferido por algo que ela queria cicatrizar
Ela ferida por algo que ele já não mais pode cuidar...
É, não sei o que chega a ser mais dilacerante.


1ª Impressão
Só porque pedi um abraço ele se assustou!
- Eu não mordo menino, relaxa!
Ele sorriu e se entregou!

Crise
Falava sozinha, pensava alto demais
A cama vazia, como lhe fazia falta aquele rapaz!
Domingo, chovia e nem o chocolate lhe satisfazia mais
A semana era sombria e seus dias não tinham paz.
Mais uma dose
Solucei antes de responder sua questão,
Glup! Mais um gole no Whisky.
Repeti o gesto mais 3 vezes antes de dar o meu veredito final
E no fim, acabei bêbado sem opinião.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Corpo

"...Eu só queria deixar meu corpo gritar, onomatopéias!
Porque palavras meu bem, eu nem sei de onde elas vem...'' - Lurdez da Luz

Já conheço as sensações e decifro os sinais
Ele não mais me engana... A pele já compreende o que exclama.
Não há mensagem por ele não traduzida, não há palavra por ele não lida
Com uma linguagem unica e peculiar, ele encanta e entoa num tom familiar
Com pegadas marcadas por suspiros a alma entrega o seu estado de espírito.
Não há como controlar... Tem vontade própria.
E pra quem o ousa fazer, vê, que a carne transborda...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Consoantes e Vogais


Eu estranho a distinta aparência entre o ser e estar
E as vezes metralho a todos com ríspidas consoantes e vogais,
Que se encontram numa briga desgovernada por atenção.
Aliás, saliente essas vogais!
Sossegadas as vezes até demais...
Mal tratadas, ásperas, alteradas.
Inadequados aqueles que não sabem utilizá-las,
Ausentes de quem persegui-las...
Que se façam necessárias e ponham-nas em questão
Tranquem-nas em folhas pautadas e em anúncios de televisão!
Saboreie o som, das consoladas e cansadas notas musicais
Acompanhadas sempre de consoantes e vogais.
Tragam-nas pressas na garganta, que seja em forma de poema ou mantra
Que seja para aliviar a dor, pra quem sofre por amor
Que venha para acalentar uma nova alma, que sejam soltas para manter a calma...
Que venham da forma e do jeito que quiser
E que mandem o recado a ponto de você entender
Que independente de classes sociais, todos possuem o direito de utilizá-las:
As consoantes e as Vogais!


terça-feira, 22 de março de 2011

Seria Fácil?


Se meu reflexo não estivesse naqueles olhos
Se a malemolência não me fizesse amolecer
Com ele é fato. O dia para, admira a passagem e volta acontecer.

Ah!Como seria fácil se toda a verdade não me mirasse daquela maneira,
Assim pararia de abrir e fechar a geladeira a noite inteira.
Assim apaziguaria a alma.

Seria mais fácil, deixar de lembrar, fingir não existir, parar de pensar e
mentir...
Pra mim, pra ele e pra quem pudesse ouvir,
Meus pensamentos em guerra...

E essa sinfonia que ele transmite, penso ser tão triste não fazer parte do meu dia
Porque daí sim, se ao menos a voz ouvisse, talvez existisse um pouco mais de harmonia.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Fôlego



Queria gritar! Até expulsar dos meus pulmões e corpo tudo que me assombra.

Tudo que me perturba,

Tudo que vem pra me agitar.

Queria gritar bem alto á ponto do que me incomoda se assustar.

Soltar meus medos, mandar embora meus receios, minha vontade de ousar

Desencanar dos meios e de toda e qualquer forma de vicio

Deixar o corpo, hoje em estado de perigo aclamar por abrigo.

Queria gritar e que a única voz que atormenta meu peito pudesse ouvir

O meu pedido de socorro.

Queria gritar, até me faltar ar

Mas o pulmão que um dia foi meu fôlego

Hj não mais me sustenta...



quinta-feira, 10 de março de 2011

Um bom espetáculo para você!


Pra quem pensa em recomeçar,

Deixe com que tudo comece naturalmente

Encha o peito de ar, respire profundamente


E em minha doce inocência

Foi crime ansiar por uma vida assim?

Desejar, pensar em ter você e viver sempre fora de mim


Sentir sua vibração... Sua pulsação


Penso logo em como encarar e insisto no ponto de interrogação

Um flerte ao natural, para as malícias do bem

Melhor assim a meu ver, pensando momentaneamente.

Largo o espaço entre o abraço e mais um sorriso

Deixo claro o meu desejo, intenções, e no teu corpo me abrigo


Se o casulo se fortalece, a alma limpa

E se permite a intercalar o subliminar com o subausente

Aceitando as formas que impus aos meus músculos exigentes, ás minhas carnes transcendentes, á minha vontade indecente.


Se mostre, deixe que depois a arte faça o inverso

Suba a cortina, o espetáculo da vida começou

Se me encontrar perdida, buscando a minha sumida maquiagem da vida pelos bastidores,

Traga-me a pose mais linda, o tom mais sereno para celebrar uma nova conquista.


Ao romper as barreiras, pós-Ilusão

Ao descer as cadeiras... Pra que sentar no chão?

Ao prazer incandescente de aplausos de pé

Ate chegar no camarim da vida de dois sólidos personagens:

Eu e você.


E ao decorrer da linha, traçada em duas duplas de mãos

Ao encarar minha vida, deixando de ser dose ilusão

Cruzando o palco, a única saída que a certeza me traz

É de não deixar que este promissor espetáculo saia de cartaz!