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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Carência...
Supor que o amor que ela lhe jurou
Fosse de todos os sentimentos,
O que geraria menos dor.

Até pensar em não mais se atrever,
Na fechadura da porta mexer.
Insistiu a cor da boca marcar
Procurando em seu corpo um seguro lugar

Queria fazê-lo entender
Que a pureza vem da natureza ao nascer.
Explicou que a falta gerava carência
Respirou fundo e lhe pediu paciência.

Pode deixar a criatividade te levar
E ao seu lado um mundo novo explorar.
E a malícia brotada nos olhos, naquela hora.
Chegou a ser, a seu ver, uma nova aurora.

Menina que não lhe deixa dormir,
Saudade do sossego que chegou a existir?
E essa pele preta que hoje invade teus lençóis
É o troféu que ganha quando ficam á sós.


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Dai-me Paciência!

Mesmo com todo o movimento
Eis que me deparo inerte
A frequência frenética dos passos
Toques, tons, café... Cansaço
Já não mais sustento
E calo.

Quero o frenesi das ruas
Quero que o tempo me ataque sem dó.
Aqui dentro onde tudo é imaginação
Aqui onde a fábrica de brinquedos não passa de ilusão.

Preciso respirar, tocar, acreditar
Há uma necessidade louca de se auto-afirmar.
Aqui, onde ninguém é igual por conta do saldo atual
Aqui onde o tombo é sempre maior que o passo.
Amizades são raras em ter
O medo de sorrir é grande, eles dizem:
“Cuidado, isso pode te comprometer”

Se ficar parado, não tem nada a oferecer
Se fizer tudo muito rápido, já vira concorência
Se pede pra ensinar, é tempo que vai perder
E no fim do dia eu penso:

Deus, daí- me paciência!