quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Jovens Corpos




Da vontade, da tensão, do frenesi de jovens corpos a fim de se encontrar,

Do encontro de lábios, da fina camada de pele num instante á arrepiar...

E ainda há o sussurro, o impulso do hálito na tentativa de sossegar

Num encontro de línguas já cansadas de por este momento esperar


E de um abraço fez-se um encontro,

Da espera um desejo,

Das bocas um pedido,

E de dois corpos uma unção de sentimentos reprimidos.


Assim, de mansinho... Seguido pelo instinto, a espera deixou de acontecer

A troca de olhares substituiu o que a boca hesitou dizer

E a cumplicidade que surgiu num singelo gesto de abraçar

Fez a diferença, marcou o momento

Daqueles jovens corpos a fim de se encontrar.









quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Presença



Hey! Cadê você?
Acordei, olhei pro lado,
Assustei não te encontrei.

Só de pensar no seu nome da vontade de chorar
Um aperto no peito, uma saudade que não quer passar.
Uma dor imensa, sentimento sem fuga,
Ao mirar nossa cama vazia, fiquei muda.

Você soube chegar, invadiu de supetão,
Foi tudo 100 % amor sem vazão
Conquistou, aderiu corpo, alma e coração.
Queria sua presença sempre pra me instigar
Grudar poro com poro e não mais largar.

Não pode haver separação
Não deve ter distância nossa relação
Não quero você assim longe de mim
Nascemos pra concretizar o “felizes para sempre”
Não para viver sozin.

Tua marca ainda esta no colchão
O cheiro persiste e me faz lembrar da gente.
A toalha guarda seu perfume,
E vira uma desculpa pro seu aroma se fazer presente.

Quem deixou a tal da distância aparecer?
Porque ela quis nos atacar, resolveu com a gente viver?
Me diga, porque o ar esta mais pesado, porque tudo ficou tão silencioso?
O quarto antes colorido, hoje se encontra calado e misterioso.

Hey amor, cadê você?
O rádio ainda esta ligado,
nele toca o cd que me deu no dia dos namorados.
E o sofá... Nosso lugar preferido continua quente e desarrumado.
É... Acho que ele também sente a sua falta...

Lembro de como gingava, tinha toda uma malemolência
Agradeço a forma que me ensinava, sempre comigo teve paciência
Admirei suas rezas e a forma como cultivava sua crença
E hoje no meio de tantas lembrança, sinto falta da sua presença.


Estou tão cansada, desanimada e perdida.
Com você tudo era farra, tudo tinha cor, mais vida!
Acho que agora, vou voltar a dormir, sonhar com alguma saída
Talvez sinta menos dor, talvez assim, sofra menos com sua partida.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Bad Trip

Duas viagens diferentes, duas histórias diferentes, duas mulheres diferentes, porém a mesma dor...





Bad Trip Pte I


Tomou como golpe um susto no escuro

E aquela sensação de frio na barriga...

Organizou mundos e fundos

Enquanto deixava tocar aquela velha cantiga

Aos prantos, gole após gole, se livrava da solidão

Enquanto mirava no espelho sua pálida expressão.

Insistia em se machucar e nas velhas lembranças mexer

- Ele não se permitiu amar...

Ela vivia a dizer!


Trago após trago o cigarro já não mais satisfazia

Mais um gole, garrafa vazia e restos de comida no chão

A faca em seu peita agora adormecia

E aqui jaz mais uma mulher vítima de traição.

Bad Trip Pte II

Queimou a ordem, a decisão, o juízo final.

Tornou o caos patrão, e o Sim e o Não banal.

Na miragem não avistou o que o seu corpo insistiu em ver,

Não mais amou e tudo mais largou, como era de seu feitio fazer...

Poderia ter aceito, poderia tentar se tratar

Mas foi no fundo, bem no fundo do copo que encontrou novo lar...

Ela já poderia ter ido embora, vc á teria feito desistir

Mas faltou a coragem e ela não hesitou em lhe invadir


Agora chora, falta ar e carrega lenço na mão

Porque sabe, que a culpada em tirar sua vida, foi a depressão...



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

2 em 1... Um Mix de sentimentos



Fiquei tão na dúvida de qual poesia postar, que fui pedir a opinião das pessoas no twitter.
Sugeri 03 nomes e foi unânime, todos pediram "Consequência".
Mas essa poesia é tão pequena e eu estava com tanta vontade de divulgar as outras que acabei aceitando a proposta de um novo amigo poeta virtual (Marcão da Baixada) e resolvi postar mais uma, que, diga-se de passagem, é uma das minhas preferidas... O melhor de “Alma Gêmea” é se deixar envolver e se possível, um dia me vê-la recitar.... (Rola toda uma performance) preciso apresentá-la em algum sarau. Farei isso em breve. Mais uma tarefa para 2011.
Bom, espero que gostem. Deixe-se envolver pelas palavras...
Obrigada!



Consequência

Pontas, lanças, chamas, até me atingir.
Um tiro certeiro, junto a esse ar moreno de fim da tarde.
Ombros descobertos... Penso em ser sensata e um afeto incerto me toma,
Talvez, seja o tom da noite, a pele distante gritando por socorro e caindo aos olhos de outro alguém.

Nem pensar em indiferença, ou negar com a cabeça, nem disfarçar um olhar.
A magia de cores, a troca de tantos sabores, eu a rodar... A rodar... A rodar.



Alma Gêmea

Envolta.
Nua no aconchego do peito teu.

Corada.
Com o calor dos teus poros no meu.

Enlaçada.
Pelos braços e pernas a me cercar.

Enfeitiçada.
Quando a tua boca em mim tocar

Arrepio. Gemido. Gozo.
Todas as formas de prazer.

Corpo teu. Cheiro meu.
Nossas mãos.
Um delírio no olhar, troncos a se entrelaçar, e o encontro de duas almas perdidas...

Teus lábios na superfície minha.
Teus dedos a me explorar.

Parte minha, pedaço seu,
É... Alma gêmea.



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Carência...
Supor que o amor que ela lhe jurou
Fosse de todos os sentimentos,
O que geraria menos dor.

Até pensar em não mais se atrever,
Na fechadura da porta mexer.
Insistiu a cor da boca marcar
Procurando em seu corpo um seguro lugar

Queria fazê-lo entender
Que a pureza vem da natureza ao nascer.
Explicou que a falta gerava carência
Respirou fundo e lhe pediu paciência.

Pode deixar a criatividade te levar
E ao seu lado um mundo novo explorar.
E a malícia brotada nos olhos, naquela hora.
Chegou a ser, a seu ver, uma nova aurora.

Menina que não lhe deixa dormir,
Saudade do sossego que chegou a existir?
E essa pele preta que hoje invade teus lençóis
É o troféu que ganha quando ficam á sós.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sensação



Por mais que os dedos atrevam-se a tocá-lo... A boca mantém distância
Há resistência... Insegurança.

Por mais que o calor da pele possa provocá-lo, por mais que ele se incendeie
Os corpos já então marcados se negam ironicamente...

A fala é hesitação num compasso desencontrado de mãos
O sussurro vira entonação no momento certo antes do não.
E quando a voz nega e o corpo confirma,
É como quando a mente eleva por dentro da neblina...

E quando um simples ‘Oi’ se torna uma necessidade diária e natural?
Quando uma lembrança passa a ser algo habitual,
Os nervos já estão em festa, mistura de tensão e sedução.
E daí, sem perceber, o corpo e a fala entram em contradição.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ultimamente eu ando...


Ultimamente eu ando só...

Esperando que alguma coisa mude na cabeça de pessoas que só enxergam o próprio umbigo.

Só contanto um dia após o outro e torcendo pro final dos tais 365.

Só querendo que meu valor seja reconhecido, só tentando ganhar o merecido.

Ultimamente eu ando meio...

Revoltada com a falta de bom senso, de bom humor, de direção de classe e condição.

Revendo meus valores, revirando ataques podres e refazendo meus amores...


Resolvi para de entender e tentar ser tão sensível... Com quem não reconhece valor e ainda se faz de mal compreendido.


Recolhi sentimentos, realmente não poupei os lamentos e me redescobri.

Realidade...

Uma dor me tomou, algo em mim modificou.

Antes tudo que parecia tão transparente, se fez num instante farsa, denominou-se ausente.

E eu? Me pus inquieta, infeliz, impaciente...


Ultimamente eu ando tão sem opção
Que a melhor solução é não viver por 2 meses....