quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Bad Trip

Duas viagens diferentes, duas histórias diferentes, duas mulheres diferentes, porém a mesma dor...





Bad Trip Pte I


Tomou como golpe um susto no escuro

E aquela sensação de frio na barriga...

Organizou mundos e fundos

Enquanto deixava tocar aquela velha cantiga

Aos prantos, gole após gole, se livrava da solidão

Enquanto mirava no espelho sua pálida expressão.

Insistia em se machucar e nas velhas lembranças mexer

- Ele não se permitiu amar...

Ela vivia a dizer!


Trago após trago o cigarro já não mais satisfazia

Mais um gole, garrafa vazia e restos de comida no chão

A faca em seu peita agora adormecia

E aqui jaz mais uma mulher vítima de traição.

Bad Trip Pte II

Queimou a ordem, a decisão, o juízo final.

Tornou o caos patrão, e o Sim e o Não banal.

Na miragem não avistou o que o seu corpo insistiu em ver,

Não mais amou e tudo mais largou, como era de seu feitio fazer...

Poderia ter aceito, poderia tentar se tratar

Mas foi no fundo, bem no fundo do copo que encontrou novo lar...

Ela já poderia ter ido embora, vc á teria feito desistir

Mas faltou a coragem e ela não hesitou em lhe invadir


Agora chora, falta ar e carrega lenço na mão

Porque sabe, que a culpada em tirar sua vida, foi a depressão...



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

2 em 1... Um Mix de sentimentos



Fiquei tão na dúvida de qual poesia postar, que fui pedir a opinião das pessoas no twitter.
Sugeri 03 nomes e foi unânime, todos pediram "Consequência".
Mas essa poesia é tão pequena e eu estava com tanta vontade de divulgar as outras que acabei aceitando a proposta de um novo amigo poeta virtual (Marcão da Baixada) e resolvi postar mais uma, que, diga-se de passagem, é uma das minhas preferidas... O melhor de “Alma Gêmea” é se deixar envolver e se possível, um dia me vê-la recitar.... (Rola toda uma performance) preciso apresentá-la em algum sarau. Farei isso em breve. Mais uma tarefa para 2011.
Bom, espero que gostem. Deixe-se envolver pelas palavras...
Obrigada!



Consequência

Pontas, lanças, chamas, até me atingir.
Um tiro certeiro, junto a esse ar moreno de fim da tarde.
Ombros descobertos... Penso em ser sensata e um afeto incerto me toma,
Talvez, seja o tom da noite, a pele distante gritando por socorro e caindo aos olhos de outro alguém.

Nem pensar em indiferença, ou negar com a cabeça, nem disfarçar um olhar.
A magia de cores, a troca de tantos sabores, eu a rodar... A rodar... A rodar.



Alma Gêmea

Envolta.
Nua no aconchego do peito teu.

Corada.
Com o calor dos teus poros no meu.

Enlaçada.
Pelos braços e pernas a me cercar.

Enfeitiçada.
Quando a tua boca em mim tocar

Arrepio. Gemido. Gozo.
Todas as formas de prazer.

Corpo teu. Cheiro meu.
Nossas mãos.
Um delírio no olhar, troncos a se entrelaçar, e o encontro de duas almas perdidas...

Teus lábios na superfície minha.
Teus dedos a me explorar.

Parte minha, pedaço seu,
É... Alma gêmea.



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Carência...
Supor que o amor que ela lhe jurou
Fosse de todos os sentimentos,
O que geraria menos dor.

Até pensar em não mais se atrever,
Na fechadura da porta mexer.
Insistiu a cor da boca marcar
Procurando em seu corpo um seguro lugar

Queria fazê-lo entender
Que a pureza vem da natureza ao nascer.
Explicou que a falta gerava carência
Respirou fundo e lhe pediu paciência.

Pode deixar a criatividade te levar
E ao seu lado um mundo novo explorar.
E a malícia brotada nos olhos, naquela hora.
Chegou a ser, a seu ver, uma nova aurora.

Menina que não lhe deixa dormir,
Saudade do sossego que chegou a existir?
E essa pele preta que hoje invade teus lençóis
É o troféu que ganha quando ficam á sós.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sensação



Por mais que os dedos atrevam-se a tocá-lo... A boca mantém distância
Há resistência... Insegurança.

Por mais que o calor da pele possa provocá-lo, por mais que ele se incendeie
Os corpos já então marcados se negam ironicamente...

A fala é hesitação num compasso desencontrado de mãos
O sussurro vira entonação no momento certo antes do não.
E quando a voz nega e o corpo confirma,
É como quando a mente eleva por dentro da neblina...

E quando um simples ‘Oi’ se torna uma necessidade diária e natural?
Quando uma lembrança passa a ser algo habitual,
Os nervos já estão em festa, mistura de tensão e sedução.
E daí, sem perceber, o corpo e a fala entram em contradição.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ultimamente eu ando...


Ultimamente eu ando só...

Esperando que alguma coisa mude na cabeça de pessoas que só enxergam o próprio umbigo.

Só contanto um dia após o outro e torcendo pro final dos tais 365.

Só querendo que meu valor seja reconhecido, só tentando ganhar o merecido.

Ultimamente eu ando meio...

Revoltada com a falta de bom senso, de bom humor, de direção de classe e condição.

Revendo meus valores, revirando ataques podres e refazendo meus amores...


Resolvi para de entender e tentar ser tão sensível... Com quem não reconhece valor e ainda se faz de mal compreendido.


Recolhi sentimentos, realmente não poupei os lamentos e me redescobri.

Realidade...

Uma dor me tomou, algo em mim modificou.

Antes tudo que parecia tão transparente, se fez num instante farsa, denominou-se ausente.

E eu? Me pus inquieta, infeliz, impaciente...


Ultimamente eu ando tão sem opção
Que a melhor solução é não viver por 2 meses....

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O Dia a Dia de um frustrado



A claridade bateu na minha cara e me acordou
Nem precisei de telefone, despertador
Hoje em dia to até me acostumando
Na real, ultimamente nem durmo tanto

Não sei o que é mais difícil de encarar
A fila pra carregar o bilhete do metrô ou os sorrisos falsos que alguns insistem em me dar
Deles nem faço questão, nem retribuo igual
Tudo depende muito do meu humor, do meu astral.


Se o Brasil jogou, se ganhou ou se perdeu
Não me interessa muito, quero saber do aumento que me prometeu.
A minha vida não para, não tem show do intervalo
As minhas contas acumulam e já não sei mais o que faço.

Prometi pra mim mesmo trabalhar, garantir um bom futuro, estudar
E aprendi que em certos tipos de pessoas é melhor não me apegar.
Se não fui gentil com vc na fila do banco, Relaxa!
Isso sempre vai acontecer cmg, com vc, com aquele mano, com o outro cara...
O dia a dia já consumiu quase tudo o que é meu
Levou o tempo, a paciência, a energia e prometeu
Voltar pra extrair o que ainda faltou
Rindo da minha cara, me chamando de Doutor.

Não me perdi pra que você ganhasse
No que me transformei?
Não insisti em repetir algumas frases

E até hoje só me lamentei...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Que Orgulho!

Postagem nova, mas para relembrar de algo que aconteceu há um ano!
Sim meus amigos, já fez um ano que o Primeiro ‘Antologia Poesia na Brasa’ foi lançado e eu me orgulho muito de ter participado desse momento, dessa festa e claro, desse livro.
To pra falar dele aqui faz tempo, mas como ando um pouco desapegada do blog, acabei deixando passar, mas agora estou aqui para recuperar o tempo perdido! Afinal da última vez que fui no Sarau eles já estavam lançando o 2º Antologia, agora com novos poetas da casa! Fiquei muito feliz e ainda mais orgulhosa dessa linda família!


Bom, se você gosta de poesia, saiba que este livro é um prato cheio. Tem pra todos os tipos e de todos os gostos! Ficou curioso? Eu tenho 2 poesias nele, mas se quiser saber quais são vai ter que comprar o livro (que na minha mão é mais barato pq ainda tenho alguns exemplares) rsrs Ou fazer por merecer que eu empresto vai... Hehe

Em homenagem aos meus Amigos do Sarau, posto aqui uma poesia feita especialmente para eles e para o lugar que me acolheu e que me encorajou a expor meus pensamentos.


Big Bang

Houve uma explosão
Todos os cacos
Caíram
Cuidadosamente
No mesmo lugar.

Concentrei-me
E pude enxergar, em cada semblante, em casa fala
A pureza, a verdade, a essência.

Pontes, armaduras, ferrões.
Qualquer coisa salvo para se defender, era inércia.

E entre todas as raças, independente das crenças, indiferente de sexo,
Estavam todos lá, espalhados, brilhantes e reluzentes...
Esses pequenos cacos.

Que de tanto insistirem, aos poucos se reproduziram, se encontraram e ousaram.
Trouxeram luz, induziram sabedoria, despertaram interesses e exclamaram conquista!

Houve uma explosão...

Meu corpo aderiu.
A mente abriu.
E a alma aceitou.

E eu? Agradeço por ter estado lá
!