quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Bela moça da Janela



Passa bela moça, lança seu pisar no meu chão de terra.
Samba bela moça, arranca suspiros dos moços que nem eu.
Brilha bela moça, reluzente com essa cor da noite pro meu deleite na beira do mar.
Sorria bela moça, pra dessa forma a dor do seu povo amenizar...

Abri minha janela numa manhã de domingo
As crianças brincavam, todas estavam sorrindo.
De longe avistei você, cachos soltos, cabelos revoltos enrolando meus pensamentos.

Tuas vestes brancas da cor da pureza, tua pele linda trazendo inocência
Olhei, admirei, sem fala fiquei e vc passou....
Respirei fundo e seu cheiro meu peito guardou.
O menino correu atrás da bola, vc quase tropeçou,
Ele pediu desculpas e seu cabelo vc bagunçou...

Desde então quando vc passa menina bela, meu coração ameaça
Minha mente se põe inquieta
Meus músculos reagem de uma forma anormal
Desde então nenhum dia foi mais igual...

Vc deveria saber que meus sentidos aguçam quando vejo vc
Que minhas mãos ficam sem direção e o rosto sem expressão.
Não consigo controlar... Quando passou e me olhou, mal pude acreditar!
Tenho medo de me apresentar, de tentar me aproximar
Não quero perder sua beleza nem por um segundo quando por minha janela vc passar...

Vamos fazer assim então, quero arrumar uma forma de manter minha admiração.
Eu continuo aqui esperando de longe te avistar,
E vc continua fazendo graça, desfilando toda essa ameaça, quando por minha janela passar...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Abstração do Espírito



Ter,

De tudo um pouco ate entender que

Mesmo por inteiro o corpo falha.

E daí, a alma se põe inquieta.

Infeliz.

Insólita.

Infundada.

Deixando assim, camada por camada da pele,

Insolúvel.

Incapaz.

Inundada.



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Jovens Corpos




Da vontade, da tensão, do frenesi de jovens corpos a fim de se encontrar,

Do encontro de lábios, da fina camada de pele num instante á arrepiar...

E ainda há o sussurro, o impulso do hálito na tentativa de sossegar

Num encontro de línguas já cansadas de por este momento esperar


E de um abraço fez-se um encontro,

Da espera um desejo,

Das bocas um pedido,

E de dois corpos uma unção de sentimentos reprimidos.


Assim, de mansinho... Seguido pelo instinto, a espera deixou de acontecer

A troca de olhares substituiu o que a boca hesitou dizer

E a cumplicidade que surgiu num singelo gesto de abraçar

Fez a diferença, marcou o momento

Daqueles jovens corpos a fim de se encontrar.









quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Presença



Hey! Cadê você?
Acordei, olhei pro lado,
Assustei não te encontrei.

Só de pensar no seu nome da vontade de chorar
Um aperto no peito, uma saudade que não quer passar.
Uma dor imensa, sentimento sem fuga,
Ao mirar nossa cama vazia, fiquei muda.

Você soube chegar, invadiu de supetão,
Foi tudo 100 % amor sem vazão
Conquistou, aderiu corpo, alma e coração.
Queria sua presença sempre pra me instigar
Grudar poro com poro e não mais largar.

Não pode haver separação
Não deve ter distância nossa relação
Não quero você assim longe de mim
Nascemos pra concretizar o “felizes para sempre”
Não para viver sozin.

Tua marca ainda esta no colchão
O cheiro persiste e me faz lembrar da gente.
A toalha guarda seu perfume,
E vira uma desculpa pro seu aroma se fazer presente.

Quem deixou a tal da distância aparecer?
Porque ela quis nos atacar, resolveu com a gente viver?
Me diga, porque o ar esta mais pesado, porque tudo ficou tão silencioso?
O quarto antes colorido, hoje se encontra calado e misterioso.

Hey amor, cadê você?
O rádio ainda esta ligado,
nele toca o cd que me deu no dia dos namorados.
E o sofá... Nosso lugar preferido continua quente e desarrumado.
É... Acho que ele também sente a sua falta...

Lembro de como gingava, tinha toda uma malemolência
Agradeço a forma que me ensinava, sempre comigo teve paciência
Admirei suas rezas e a forma como cultivava sua crença
E hoje no meio de tantas lembrança, sinto falta da sua presença.


Estou tão cansada, desanimada e perdida.
Com você tudo era farra, tudo tinha cor, mais vida!
Acho que agora, vou voltar a dormir, sonhar com alguma saída
Talvez sinta menos dor, talvez assim, sofra menos com sua partida.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Bad Trip

Duas viagens diferentes, duas histórias diferentes, duas mulheres diferentes, porém a mesma dor...





Bad Trip Pte I


Tomou como golpe um susto no escuro

E aquela sensação de frio na barriga...

Organizou mundos e fundos

Enquanto deixava tocar aquela velha cantiga

Aos prantos, gole após gole, se livrava da solidão

Enquanto mirava no espelho sua pálida expressão.

Insistia em se machucar e nas velhas lembranças mexer

- Ele não se permitiu amar...

Ela vivia a dizer!


Trago após trago o cigarro já não mais satisfazia

Mais um gole, garrafa vazia e restos de comida no chão

A faca em seu peita agora adormecia

E aqui jaz mais uma mulher vítima de traição.

Bad Trip Pte II

Queimou a ordem, a decisão, o juízo final.

Tornou o caos patrão, e o Sim e o Não banal.

Na miragem não avistou o que o seu corpo insistiu em ver,

Não mais amou e tudo mais largou, como era de seu feitio fazer...

Poderia ter aceito, poderia tentar se tratar

Mas foi no fundo, bem no fundo do copo que encontrou novo lar...

Ela já poderia ter ido embora, vc á teria feito desistir

Mas faltou a coragem e ela não hesitou em lhe invadir


Agora chora, falta ar e carrega lenço na mão

Porque sabe, que a culpada em tirar sua vida, foi a depressão...



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

2 em 1... Um Mix de sentimentos



Fiquei tão na dúvida de qual poesia postar, que fui pedir a opinião das pessoas no twitter.
Sugeri 03 nomes e foi unânime, todos pediram "Consequência".
Mas essa poesia é tão pequena e eu estava com tanta vontade de divulgar as outras que acabei aceitando a proposta de um novo amigo poeta virtual (Marcão da Baixada) e resolvi postar mais uma, que, diga-se de passagem, é uma das minhas preferidas... O melhor de “Alma Gêmea” é se deixar envolver e se possível, um dia me vê-la recitar.... (Rola toda uma performance) preciso apresentá-la em algum sarau. Farei isso em breve. Mais uma tarefa para 2011.
Bom, espero que gostem. Deixe-se envolver pelas palavras...
Obrigada!



Consequência

Pontas, lanças, chamas, até me atingir.
Um tiro certeiro, junto a esse ar moreno de fim da tarde.
Ombros descobertos... Penso em ser sensata e um afeto incerto me toma,
Talvez, seja o tom da noite, a pele distante gritando por socorro e caindo aos olhos de outro alguém.

Nem pensar em indiferença, ou negar com a cabeça, nem disfarçar um olhar.
A magia de cores, a troca de tantos sabores, eu a rodar... A rodar... A rodar.



Alma Gêmea

Envolta.
Nua no aconchego do peito teu.

Corada.
Com o calor dos teus poros no meu.

Enlaçada.
Pelos braços e pernas a me cercar.

Enfeitiçada.
Quando a tua boca em mim tocar

Arrepio. Gemido. Gozo.
Todas as formas de prazer.

Corpo teu. Cheiro meu.
Nossas mãos.
Um delírio no olhar, troncos a se entrelaçar, e o encontro de duas almas perdidas...

Teus lábios na superfície minha.
Teus dedos a me explorar.

Parte minha, pedaço seu,
É... Alma gêmea.



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Carência...
Supor que o amor que ela lhe jurou
Fosse de todos os sentimentos,
O que geraria menos dor.

Até pensar em não mais se atrever,
Na fechadura da porta mexer.
Insistiu a cor da boca marcar
Procurando em seu corpo um seguro lugar

Queria fazê-lo entender
Que a pureza vem da natureza ao nascer.
Explicou que a falta gerava carência
Respirou fundo e lhe pediu paciência.

Pode deixar a criatividade te levar
E ao seu lado um mundo novo explorar.
E a malícia brotada nos olhos, naquela hora.
Chegou a ser, a seu ver, uma nova aurora.

Menina que não lhe deixa dormir,
Saudade do sossego que chegou a existir?
E essa pele preta que hoje invade teus lençóis
É o troféu que ganha quando ficam á sós.