quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Paralelo

E de uma só vez atira. Direto na Retina.

Encurrala... Nem busco saída.

Vicia. No cio inicia,

Viagem trasmutante só de ida.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Suas Mãos



É um calor inquietante, 1 par de mãos a me rodear
Sensação inebriante quando em seu colo me ponho a brincar
Se hesitei, foi 1 instante, aquele antes de me entregar
As pernas tremem, o corpo aquece e a boca começa a salivar

Rastros são deixados no chão, suspiros, fôlego, inquietação
Gemidos, sentidos aguçam tudo por conta de 1 par de mãos
O toque transmitia o que o coração não ousava dizer
Os olhos denunciavam nossa intensidade
A fala era algo inútil de querer entender
E aos poucos meu corpo conhecia daquelas mãos a habilidade

É tenro, sutil e uniforme
Carícias se multiplicavam, a noite cai, mas hoje a gente não dorme...

Minha canção de ninar, meu calmante
Necessito de suas mãos pra acalmar meu semblante
Meu vício, meu cheiro, meu amante
Suas mãos, meu corpo, nosso instante. 





Desenho por: Rafael Siqueira (SIQS)


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mil e uma noites



Madrugada me devora
Aflita me ponho em sonho
Fumaça, brisa, travesseiro
Uma pausa, ameaça, me recomponho... 


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Cadência



E por entre seus enredos eu vaguei,
Baguncei suas vogais
Extrai os seus porquês
Ensinei novos plurais...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Minha Sina




Porque ela une, cativa e transmite magia
Faz reviver sentimentos perdidos, esquecidos e não descobertos
Porque ela pode vir com amor, melodia, raiva, humor, melancolia
Ela me trouxe amigos, pessoas de bem que sempre quero por perto.

É a unção de palavras que precisam de lar
Sujeitos, predicados, verbos então versados para seu espírito elevar.
Surge num momento inesperado, ressurge como a fé nos desesperados
Pode ser sutil e romântica como Vinicius, ousada como Gular.

Assim como Clarice, Paulo, Carlos e Pessoa, também me entreguei,
Assim como grandes gênios, bancários, periféricos, por entre suas vogais eu vaguei.
Li, reli, compreendi, me alimentei
Escrevi, apaguei, uma consoante adicionei
E assim, sem perceber, como brincadeira, me vi em suas entranhas e gostei!

Ao me apaixonar foi minha fiel companheira
E quando deixe de amar também se fez presente.
Homenageei amigos, família, desconhecidos e cativei de forma certeira
Aprendi a ler, interpretar e usá-la de forma consciente.

Me deixei levar por sua harmonia
Por entre seus enredos,
Hoje deixo corpo e mente trabalharem juntos
Pra desvendar os seus segredos.

Meu vicio, minha perdição
 Irradia, ilumina e põe a cabeça no lugar
Minha mania, minha benção!
Ah! Poesia é por você que vivo a suspirar ....

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Atalho



E o caminho que conheço parece ser tão obsoleto
Que acabo procurando em seu corpo um novo mapa.
Traço um atalho e passo após passo, Paro. 
Domino seu espaço. 
Me acho.
E sigo meu caminho em você....

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ao Delírio




Chega sorrateiro... Bem de leve, leva ao leito uma ponta de prece.
Um pouco de calor.
Quase mudo, transforma seu sonho, arranca seus medos e te coloca de pé.
E aos poucos... Bem vagarosamente, se esvai...

Enlaça seu dorso nu, numa cólica vasta de cores.
Acalenta teu corpo cansado, atingido pelo calcanhar ate ganhar seus punhos,
Cheios de força e ardor.

Pesa...

Olvida a tua face tristonha, te faz essência novamente,
Renasce do berço e dorme.
Domina o que é verossímil, filtra a enchente de suposições
E toma para si o que há de melhor nos mortais.

Acorda... Alcança...
Já não mais suponha, até que invada a alma e morra.